Mercado imobiliário aposta em moradias para longevidade
A tendência conhecida como aging in place valoriza a possibilidade de envelhecer na própria casa, com suporte adequado e rotina mais simples. Com famílias menores, mais divórcios e maior expectativa de vida, cresce o número de pessoas que repensam onde e como querem morar nas próximas décadas.
Autonomia vale tanto quanto metragem
Nos projetos voltados à longevidade, a localização e o desenho do imóvel ganham novos critérios. A proximidade de hospitais, farmácias, parques, comércio e serviços passa a pesar tanto quanto a área privativa.
Brasil ainda amadurece o conceito
São Paulo, Curitiba e Porto Alegre lideram a expansão de projetos para longevidade, com opções que vão de apartamentos compactos tecnológicos a unidades de luxo integradas a centros de saúde. Ainda assim, o país está distante de mercados como Estados Unidos, Canadá, Austrália e parte da Europa, onde empreendimentos voltados ao público maduro já fazem parte da paisagem urbana.
Daline Moura Hällbom, CEO da Söderhem, avalia que o Brasil ainda mistura conceitos e precisa diferenciar moradia independente de instituições de cuidado. Para ela, há uma população ativa, saudável e cansada de ser tratada como adolescente ou como idosa.